segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Astrônomos Descobrem Misteriosos Objetos Com Intensa Emissões de Raios-X

Vocês com certeza já ouviram aquele ditado, quem procura acha, certo? 

Esse ditado pode muito bem ser aplicado na astronomia, que a cada dia revela novos fenômenos, novos objetos e novas teorias. Se formos para as partes extremas do espectro eletromagnético então, podemos nos deparar com os tipos mais extremos de objetos e fenômenos que possamos imaginar. 

E foi mais ou menos isso que aconteceu num recente estudo de duas galáxias feito por um grupo de astrônomos. Ao observarem as galáxias no comprimento de ondas do raio-X, usando o Chandra da NASA e o XMM-NEwton, da ESA, os astrônomos se depararam com um fenômeno emitido por fontes de raios-X que fazem com que elas se tornem cerca de 100 vezes mais brilhantes em menos de um minuto e depois de aproximadamente 1 hora retornem para o brilho original em raios-X. 

Esse fenômeno é tão intenso que emite centenas de milhares de vezes mais raios-X do que um típico sistema binário onde uma estrela orbita uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, e foi classificado como Fontes de Raios-X Ultra-lumminosas, ou ULXs. Os astrônomos foram então atrás de explicações para esse fenômeno. As primeiras suspeitas investigadas forma as Magnetars, estrelas de nêutrons jovens que possuem um poderoso campo magnético. 

Mas elas foram "inocentadas", pois o fenômeno observado acontece em estrelas velhas e nas magnetars em poucos segundos o brilho de raios-X volta ao normal. 

Uma pista que levou à explicação mais aceitável até o momento, é que depois que brilham intensamente esses objetos retornam ao comportamento de um sistema binário tradicional. 


Isso indica que esse intenso aumento no brilho não destrói por completo o sistema. Os astrônomos por enquanto possuem duas explicações mais prováveis para esse interessante fenômeno. 

Uma, é que esse aumento de brilho em raios-X representa episódios em que a matéria está sendo puxada de uma estrela companheira e cai rapidamente em um buraco negro ou em uma estrela de nêutrons. Isso aconteceria quando essa estrela companheira passasse bem perto do objeto compacto ao realizar uma órbita de alta excentricidade. Outra possível explicação estaria relacionada com o fato da matéria estar caindo na direção de um buraco negro de massa intermediária, cerca de 800 vezes a massa do Sol para um dos sinais detectados e para um buraco negro de massa cerca de 80 vezes a massa do Sol para a outra fonte. Agora os astrônomos observacionais e os teóricos irão trabalhar juntos para tentar descobrir o que está acontecendo. Como eu disse, no universo, se você quer encontrar algo, é só procurar, são tantos fenômenos e objetos desconhecidos e sem uma explicação definitiva, que certamente você encontrará algo. 

 Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/cha...

 


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