segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aaron Swartz: Por que razão ele morreu? Foi de fato a causa da sua morte por uma crítica que supostamente ele fez ao presidente Obama? Vamos aos fatos...


Aaron Hillel Swartz (Chicago, 8 de novembro de 1986 – Nova Iorque, 11 de janeiro de 2013) foi um programador estadunidense, escritor, articulador político e ativista na Internet. Swartz foi co-autor da criação do RSS. Foi um dos fundadores do Reddit e da organização ativista online Demand Progress. Foi também membro do Centro Experimental de Ética da Universidade Harvard.  

Em 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso pelas autoridades federais dos Estados Unidos, por usar a rede do Instituto de Tecnologia de Massachusetts para descarregar sem pagamento, grandes volumes de artigos da revista científica JSTOR, foi acusado pelo governo dos EUA de crime de invasão de computadores - sujeito ao cumprimento de até 35 anos de prisão mais multa de mais de um milhão de dólares - devido ao fato de ter usado formas não convencionais de acesso ao repositório da revista. Ele já havia sido processado antes por publicar gratuitamente informações de domínio público que tinham seu acesso tarifado, logo restrito, mas as acusações foram retiradas.  

Swartz era contrário à prática da revista científica JSTOR por remunerar editoras e não remunerar os autores e cobrar o acesso aos artigos, limitando o acesso para comunidades acadêmicas. Dois anos depois, na manhã do dia 11 de janeiro de 2013, Aaron Swartz foi encontrado enforcado no seu apartamento em Crown Heights, Brooklyn - num aparente suicídio. Após a sua morte, a promotoria federal de Boston retirou as acusações contra ele.


Swartz em 2002 (com 15 anos)
e Lawrence Lessig no almoço
para o creative commons 
Swartz nasceu em Chicago, Illinois, filho de Susan e Robert Swartz, uma família judia. Seu pai tinha uma empresa de software, a Mark Williams Company e, desde pequeno, Swartz interessou-se por computação, estudando ardentemente aspectos da Internet e sua cultura.
Aos 13 anos, Swartz ganhou o prêmio Prêmio ArsDigita para jovens criadores de "websites não comerciais, úteis, educacionais e colaborativas". O prêmio incluía uma viagem para o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e encontros com pessoas experientes com a Internet.  Aos 14 anos, Swartz colaborou com especialistas em padrões de rede, como membro do grupo de trabalho que inventou a Especificação 1.0 do RSS. Sobre Swartz, a jornalista Virginia Heffernan escreveu no Yahoo! News: "Ele agitou sem cessar - e sem compensação financeira - o movimento em prol da cultura livre."

Em 2001 Swartz juntou-se ao grupo de trabalho do RDF na World Wide Web Consortium (W3C), onde foi o autor do RFC 3870, Application/RDF+XML Media Type Registration. O documento descreve um novo tipo de mídia para a web, “RDF/XML”, criado para suporte a Web semântica.


Aaron Swartz num evento do creative commons
em 13 de dezembro de 2008
Em 2008 Swartz fundou a Watchdog.net, “the good government site with teeth,” (o site do bom governo com dentes) para agregar e visualizar dados sobre políticos em exercício. No mesmo ano, ele escreveu um manifesto de grande circulação chamado Guerilla Open Access Manifesto. Em 2010, Swartz co-fundou a Demand Progress, um grupo político de defesa dos direitos da cidadania, organizando internautas para acompanhar as atividades parlamentares do Congresso e de outras lideranças, financiar táticas de pressão e "espalhar a palavra" sobre os direitos civis de liberdade, de reformas do governo e sobre outros diversos assuntos. Durante o ano letivo de 2010-2011, Swartz realizou estudos de investigação sobre a corrupção política como um Lab Fellow no Laboratório de Pesquisas sobre Corrupção Institucional - Edmond J. Safra, em Harvard. O autor Cory Doctorow, em seu livro, Homeland, baseou-se em conselhos de Swartz estabelecendo que seu protagonista poderia usar a informação já disponível sobre os eleitores para criar uma campanha política anti-establishment de raiz.” Em um capítulo do livro, Swartz escreveu: "estas ferramentas [de hacktivismo político] podem ser usadas por qualquer pessoa motivada e talentosa o suficiente... Agora cabe a você mudar o sistema... Diga-me se posso ajudar."

Stop Online Piracy Act
Swartz em 2012 protestando contra
a Stop Online Piracy Act (SOPA)

Swartz em 2012, protestando contra a Stop Online Piracy Act (SOPA) Swartz foi fundamental na campanha para impedir a aprovação da emenda Stop Online Piracy Act (SOPA), cuja ideia central era combater a violação de direitos autorais na internet, sendo recebida com críticas. Com a derrota do projeto de lei, Swartz foi convidado para falar na F2C: Um evento ocorrido em 21 de maio de 2012, Washington D.C., chamado "Freedom to Connect 2012". O título da sua palestra era “Como nós detivemos a SOPA” e ele informou a plateia:  "Este projeto de lei de fechar sites inteiros, essencialmente impede os americanos de se comunicarem plenamente com certos grupos ... Liguei para todos os meus amigos e ficamos a noite toda criando um site para este novo grupo, cujo nome escolhido para o mesmo foi Demand for Progress, com uma petição online contra essa lei nociva .... Nós conseguimos... 300 mil assinantes .... Nós nos reunimos com o pessoal de membros do Congresso e insistimos com eles .... E, mesmo assim, foi aprovada por unanimidade ...  Então, de repente, o processo parou. O senador Ron Wyden bloqueou esse projeto de lei."

Ele acrescentou:  "Nós ganhamos essa luta, porque todo mundo foi o herói de sua própria história. Todo mundo teve seu papel de salvar essa liberdade fundamental ". 

Ele estava se referindo a uma série de protestos contra o projeto de lei por inúmeros sites que foi descrito pelo Electronic Frontier Foundation como o maior na história da Internet, com mais de 115 mil sites, alterando suas páginas.

De acordo com autoridades estaduais e federais, Swartz usou a JSTOR, um repositório digital, para fazer download de uma grande quantidade de revistas científicas e artigos através da rede de Internet do MIT entre as últimas semanas de 2010 e começo de 2011. Até então, Swartz era um pesquisador da Universidade de Harvard, a qual lhe forneceu uma conta da JSTOR. Visitantes do "open campus" do MIT são autorizados a acessar a JSTOR através da rede da universidade. As autoridades alegaram que Swartz fez download dos documentos através de um notebook conectado a um switch de rede em um bastidor de acesso restrito pelo MIT. A porta do bastidor foi mantida destrancada, segundo reportagens da imprensa.

Prisão

Na noite de 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso próximo ao campus de Harvard pela polícia do MIT e agentes secretos do Estados Unidos. Ele foi indiciado no Tribunal do Distrito de Massachusetts por duas acusações estaduais: arrombamento e invasão com intenção de cometer um crime. 

Processo

Em 11 de julho de 2011, Swartz foi indiciado por um júri federal por acusações de fraude eletrônica, fraude de computador, por obter ilegalmente informações de um computador protegido, de forma imprudente e por danos a um computador protegido. Em 17 de novembro de 2011, Swartz foi indiciado por um grande júri do Middlesex County Superior Court em acusações estaduais de invasão de domicílio com a intenção de cometer um crime, apropriação indébita, e acesso não autorizado a uma rede de computadores. 

Em 16 de dezembro de 2011, procuradores estaduais entraram com uma notificação de que eles estavam soltando as duas acusações originais; as acusações constantes de 17 de novembro de 2011 foram retiradas em 8 de março de 2012. De acordo com um porta-voz da promotoria do condado de Middlesex, as acusações estatais foram retiradas, a fim de permitir que o processo federal prosseguisse sem entraves.  

Em 12 de setembro de 2012, o Ministério Público Federal entrou com um indiciamento substitutivo acrescentando mais nove acusações criminais, o que aumentou a exposição penal máxima de Swartz para 50 anos de prisão e US$ 1 milhão em multas. 

Durante as negociações para confissão com os advogados de Swartz, o Ministério Público ofereceu a recomendação de uma sentença de seis meses em uma prisão de baixa segurança, se Swartz se declarasse culpado de 13 crimes federais. 

Swartz e seu principal advogado rejeitaram esse acordo, optando por um julgamento em que os promotores teriam sido obrigados a justificar sua busca por Swartz. 
O processo federal envolveu o que foi caracterizado por muitos críticos como o ex-conselheiro de Nixon na Casa Branca, John Dean como uma "sobrecarga" de acusações (13-count) e repressão de "excesso de zelo" por supostos crimes de computador, interposto pela procuradora dos EUA do Massachusetts Carmen Ortiz. Enfrentando potencial encarceramento por alegadas infrações penais para as vítimas, do MIT e JSTOR e, se recusou a prosseguir com o contencioso cível. 

Swartz cometeu suicídio em 11 de janeiro de 2013. Após sua morte, os procuradores federais retiraram as acusações. Em 4 de dezembro de 2013, devido a um termo da Lei de Liberdade de Informação, um editor da Wired pediu que todos os documentos fossem divulgados pelo Serviço Secreto, incluindo um vídeo do Aaron entrando num closet da rede do MIT. 
(Matéria completa: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aaron_Swartz)

Por que razão eu publiquei essa matéria?

Porquê como qualquer um, eu também fui enganado a quase 3 anos atrás, que acreditava que tudo que acontece na vida de alguém de sucesso, de renome, ou até mesmo alguém reconhecido por alguns prêmios que esse rapaz recebeu por suas proezas, logo então se imagina que quando alguém morre, é porque os Illuminati mandou assassinar alguém por apenas ter supostamente criticado o presente atual dos EUA Barack Obama, quando na verdade esse tipo de denuncia é totalmente falsa e sem cabimento.
E para reparar esse engano de sensacionalismo conspiracionistas, eu me retrato em desfazer entre a verdade e a mentira dos fatos do ocorrido com esse rapaz que veio a morrer em 2013, por outras questões bem particulares em função de suas sucessivas práticas ilegais chamando por diversas vezes a atenção do FBI. Mas bem longe de ser isso uma conspiração da tal elite global acreditada pela massa iludida. Até mesmo porque essa ideia de conspiração só existe na cabeça dos que cegamente reverenciam como um devoto religioso a essa fantasia tirada de livros de ficção.


A foto abaixo te levará a um outro texto com mesmo personagem, porém com um tom bem sinistro e conspiratório.
A matéria a baixo foi feita de maneira acintosa a envolver um cenário de conspiração para que a notícia tivesse um fluxo bem maior e um número garantido de visualizações em alta.

Clique na foto a baixa onde se encontra um texto totalmente fora da realidade dos fatos, ou seja, é uma matéria totalmente falsa e sem sentido algum. 




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