sábado, 7 de maio de 2016

SOBRE A ATENÇÃO SELETIVA: A MANIPULAÇÃO NÃO É SÓ DAS MÍDIAS....SAIBA PORQUÊ!!!


SOBRE A ATENÇÃO SELETIVA: A MANIPULAÇÃO NÃO É SÓ DAS MÍDIAS....SAIBA PORQUÊ!!! 

Já reparou que militantes acusam a mídia de ser tendenciosa contra eles e a favor dos adversários enquanto os mesmos adversários reclamam que a mídia é favor do outro e contra eles? Isso é um resultado da atenção seletiva. 

No campo das Teorias da Comunicação, a hipótese dos Usos e Gratificações sugerem que, quando as pessoas consomem mídia, elas não estão buscando apenas informações ou entretenimento, mas querem, acima de tudo, satisfazer alguns desejos e necessidades diferentes da necessidade de se informar. 

E isso significa que a influência que a mídia tem sobre as pessoas é relativa, porque diante essa enxurrada de informações que a mídia veicula; ao mesmo tempo em que as pessoas são capazes de se abrir a alguns conteúdos, elas também podem simplesmente fechar-se a outras mensagens. 
E isso faz com que as pessoas enxerguem algumas coisas, mas fiquem absolutamente cegas para outras. Fechar a cabeça para algumas mensagens pode ser visto como uma forma de defesa diante tantas informações que recebemos. 

Neurocientistas já perceberam que como somos constantemente bombardeados com uma infinidade de estímulos sensoriais; para que a gente possa dar sentido ao mundo sem ficar sobrecarregado, a gente tem que aprender a bloquear informações desnecessárias, e ao mesmo tempo selecionar e atribuir importâncias relativas ás informações. 
A questão é que esses processos muitas vezes são inconscientes. Ou seja, eles ocorrem quando não temos a intenção consciente de filtrar informações. Um exemplo disso é quando estamos em uma festa ou em um bar e nosso cérebro filtra o burburinho ao nosso redor para que a gente possa se concentrar na conversa com pessoas que estão na nossa mesa. Ou seja, o cérebro se concentra em determinadas informações, amplifica o que acha importante e bloqueia o que não interessa. Mas se alguém em uma dessas outras conversas de repente fala o nosso nome, nós provavelmente vamos ouvir. 
Isso porque o nosso cérebro sabe que estamos interessados quando as pessoas começam a falar sobre nós! Uma das pesquisas clássicas no campo da Comunicação sobre a hipótese dos Usos e Gratificações foi produzida por Hastorf e Cantril em 1954. 

Eles entrevistaram estudantes de duas universidades diferentes que disputavam um jogo de futebol para saber qual dos times havia cometido mais faltas. 
E o resultado: Estudantes da primeira universidade disseram que os jogadores da segunda universidade haviam cometido mais faltas. 
E os estudantes da segunda universidade tinham certeza que os jogadores da primeira universidade é que haviam feito mais faltas. Ou seja, ambos os grupos, apesar de terem observado fatos aparentemente simples e objetivos, havia processado a mensagem de uma forma diferente, filtrando as informações indesejadas – ou seja, quando a própria equipe fazia uma falta - e ampliando as informações que confirmavam as suas expectativas. 

Essas e outras descobertas levaram à teoria do chamado “Efeito da Mídia Hostil”. 
Em 1982, em uma pesquisa clássica, estudantes favoráveis aos palestinos e estudantes favoráveis aos israelenses foram convidados a analisar a mesma notícia. 
Os pesquisadores pediram para que eles contassem a quantidade de referências pró e anti-israelitas e pró e anti-palestinos. A mesma notícia. E o resultado foi que cada um dos lados concluiu igualmente que os meios de comunicação eram tendenciosos contra o seu lado. 

Então os pró-israelenses encontraram mais referências anti-Israel e menos referências pró-Israel do que os estudantes favoráveis aos palestinos. E vice versa. 

Os pró-palestinos, encontraram, nas mesmas notícias, mais referências desfavoráveis a eles e mais referências favoráveis aos israelenses. Ou seja, os partidários avaliam as mesmas notícias dos meios de comunicação de forma diferente, porque partem de pontos de vista divergentes sobre os méritos de cada lado. Então esses estudos indicam que há uma diferença real de percepção entre grupos diferentes do mesmo público quando se deparam com a mesma notícia. Eles leem, ouvem, se lembram e processam as mesmas mensagens de forma diferente, em um nível subconsciente.

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